Seguidores

Mostrando postagens com marcador Romântica Triste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Romântica Triste. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Plural de ti

Plural de Ti
Teu nome é no plural porque és mais de um
És o gentil cavalheiro de olhar encantador
És o frio e louco malfeitor
O Primeiro me acorda com beijos
O Segundo me fere ao meio dia
O Primeiro eu amo
O Segundo, odeio
Quero matar o Segundo
para adorar o Primeiro
Ele é o rei do meu amor
Seu carinho é água fresca no verão
Seu toque, fogo em noite fria
Eleva-me à grandes alturas
e eu deifico seu ser
Para adorar o Primeiro
preciso matar o Segundo
Ele congela meus ossos
minha voz, transforma em silêncio
Não consigo reagir
O Segundo é monstro forte
Suas palavras marcam como ferro em brasa
ao tocar-me deixam cicatrizes
as quais jamais serão apagadas
Quero que morra o Segundo
Quero amar o Primeiro
Mas teu nome nunca muda
Serás sempre plural
Vai-se embora o Segundo
sequestrando o Primeiro
Debora Mota

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sem chorar, darei adeus

Sem chorar, darei adeus
As cinzas daquele amor
atirarei ao vento
Sem o peso das lembranças, flutuarão livremente
até encontrarem repouso
nas ondas do mar
Sem chorar, darei adeus
tendo leve o coração
na certeza de que tudo ficou para trás
e queimou-se
em minhas últimas gotas de lágrima
As cinzas daquele amor
ficarão no mar
e eu escrevei um novo livro.
Debora Mota
_____________________________________
Hoje eu resolvi ouvir Piaff e, como sempre faço, procurei no You Tube. Claro que não poderia deixar de ouvir Non, Je Ne Regrette Rien. Pois então. Alguns minutos depois, visitei o blog do Paulo e vi que ele havia postado o mesmo vídeo que eu acabara de ver/ouvir. Coincidência interessante. Também hoje encontrei a foto da Lorena Luna e de tão bela que a foto estava, eu não poderia deixá-la sem um poema.
Esse poema é inspirado na música Non, Je Ne Regrette Rien. Sem a menor pretensão de querer alcançar o mesmo nível poético.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Travesseiros

Travesseiros
Pare de invadir minhas noites
e perturbar meu sono,
fantasma frio e cruel.
Afaste-se de minha cama
e permita-me sonhar
Não há sequer uma noite
em que deixes de me visitar.
Travesseiros não foram feitos
para aparar lágrimas
Vá embora, alma tenebrosa
Porque resolveste me atormentar?
Com saudades
desilusões e verdades
Afaste-se de mim!
Quero voltar a sonhar
Se é riqueza o que queres
Leva contigo meus tesouros
Leva as memórias que transformaste em dor
Leva a risada que transformaste em choro
e a canção de amor que transformaste em silêncio
Já não fazem, para mim,
sentido tais tesouros
Leva-os no peito como medalha
Porque no meu, eles são nós
impossíveis de desatar
Já cumpriste o teu dever
Pega os meus tesouros e some
Porque travesseiros não foram feitos
para aparar lágrimas
Deixa-me, finalmente,
usá-los para sonhar.
Debora Mota
_____________________________________________
Prometo que meu próximo post será um poema cheio de risos e flores. Não há quem aguente tanta melancolia. rs
_____________________________________________
Ainda estou apanhando deste blog. Eu queria diminuir essa imagem, mas não sei como fazê-lo.
_____________________________________________
Hoje é o dia da poesia. Fiquei sabendo por Cris França num lindo poema.