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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mar de Letras

゚゚゚

Mar de Letras

゚゚゚

Mergulhei num mar de letras

à procura de palavras

que aliviassem minha dor.

Palavras que pudessem preencher meus vazios

e deitar ao meu lado

nas noites de solidão.

゚゚゚

Jamais pude encontrá-las

e já não creio que existem.

O que vejo agora

é apenas um pequeno lago

de letras estéreis e inúteis

onde não quero entrar.

Cansada e sem fé,

sinto que poderia me afogar.

゚゚゚

Então fico com a dor

com o vazio

e com a solidão.

Porque não há palavra alguma

capaz de destruí-los.

゚゚゚

Debora Mota

sábado, 16 de abril de 2011

De Olhos fechados

De Olhos Fechados
Imersa no vazio da solidão
a pequena ave emudece e chora.
Sua voz é o eco do silêncio.
Suas asas, inércia.
Fechados os olhos em nostalgia,
abriga-se na escuridão.
Suas lágrimas, sedativos.
E a pequena ave isola-se em seu sono.
Enquanto seus olhos não quer abrir
com medo das trevas que sente,
seu ser ilumina tudo ao redor.
Debora Mota

domingo, 10 de abril de 2011

O Silêncio e o Trovão

O Silêncio e o Trovão

∴

Peço socorro de madrugada.

Responde-me o silêncio.

É noite sem luar

e nuvens encobrem as estrelas.

Só há hoje o escuro e a solidão.

∴

O barulho da chuva,

que tantas vezes alenta,

parece-me agora sinal de alerta

anunciando perigo iminente.

E a voz do trovão

não me assusta mais que a voz do silêncio,

mas une-se a ela em dueto

para aumentar sua força.

∴

Sou pequena demais esta noite,

criança com medo do bicho-papão.

Peço socorro de madrugada.

Respondem-me o silêncio

e o trovão.

∴

Debora Mota

∴