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segunda-feira, 14 de março de 2011

Travesseiros

Travesseiros
Pare de invadir minhas noites
e perturbar meu sono,
fantasma frio e cruel.
Afaste-se de minha cama
e permita-me sonhar
Não há sequer uma noite
em que deixes de me visitar.
Travesseiros não foram feitos
para aparar lágrimas
Vá embora, alma tenebrosa
Porque resolveste me atormentar?
Com saudades
desilusões e verdades
Afaste-se de mim!
Quero voltar a sonhar
Se é riqueza o que queres
Leva contigo meus tesouros
Leva as memórias que transformaste em dor
Leva a risada que transformaste em choro
e a canção de amor que transformaste em silêncio
Já não fazem, para mim,
sentido tais tesouros
Leva-os no peito como medalha
Porque no meu, eles são nós
impossíveis de desatar
Já cumpriste o teu dever
Pega os meus tesouros e some
Porque travesseiros não foram feitos
para aparar lágrimas
Deixa-me, finalmente,
usá-los para sonhar.
Debora Mota
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Prometo que meu próximo post será um poema cheio de risos e flores. Não há quem aguente tanta melancolia. rs
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Ainda estou apanhando deste blog. Eu queria diminuir essa imagem, mas não sei como fazê-lo.
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Hoje é o dia da poesia. Fiquei sabendo por Cris França num lindo poema.

terça-feira, 8 de março de 2011

Às minhas irmãs

Quero a companhia delas

Quero ver o sol nascer

e ouvir os pássaros anunciando um novo dia

E que esse dia seja novamente

um dia que já vivi

um novo dia já vivido anos atrás

Quero ver o sol nascer

Senti-lo em minha pele

Como sentia antes

Sentir o frescor da manhã

Com a vivacidade que não tenho mais

Eu quero sair correndo na companhia delas

Desembestada, sem pensar em mais nada

Correndo atrás daquele não sei o quê

Que era tão importante para nós

Quero dar a volta ao mundo novamente

Como fazia em minha infância

E depois dessa aventura

voltar para a segurança barulhenta do meu lar

Quero tê-las aqui comigo

Todas elas.

Irmãs. Filhas. Solteiras.

Quero sentar na janela do sexto andar

com as pernas para fora

sem medo de cair

e ver como o mundo lá fora não tem importância nenhuma

Porque nada tem tanta importância

Nada é tão precioso

Quanto o tempo que não volta mais

Quero fazer de hoje

Um tempo para se recordar

Quero amanhã desejar o hoje na companhia delas.

Débora Mota

......

“Hoje eu quero apenas uma pausa de mil compassos

para ver as meninas e nada mais nos braços

só esse amor assim descontraído”

Paulinho da Viola (Especialmente bela cantada por Marisa Monte)